Ele não era um menino comum, isso eu soube desde que o vi. Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar não tem remédio.
Caio Fernando Abreu

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Você passa pela sala de casa, comprimenta quem está lá, deseja um bom dia e diz que o dia foi ótimo, sorri e continua andando. Abre a porta do seu quarto, pega sua toalha e uma roupa, vai até o banheiro, liga o chuveiro, fica vendo a água cair, e quando sua ficha também cai, você desaba… E ninguém escuta. Ninguém percebe. Ninguém entende. Só você.

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Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.
. . . E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura. (caio fernando abreu)

theme por nostalgia-surreal; base por amar-gura e memorias agridoces; alguns detalhes originais dameiopasso, heyilove e elasocurtejackdaniels; não copie, pf ):
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